Um pouco de ficção pros brother!!
Matéria Bruta...
Dinâmica de grupo, que saco...uma manhã de segunda-feira, rolando, sentando, fingindo de morto, em troca de uma promessa mal cumprida de felicidade e segurança. Mas tem coisas que você não escolhe fazer, você faz! Então vestiu a mascara e entrou na sala com um sonoro, porém obviamente falso:
- Bom dia!
- Bom dia! Diversas vozes, masculinas e femininas, responderam com o entusiasmo de quem vê um concorrente entrando.
Ele tinha uma tendência a subestimar e julgar as pessoas, mas aquele dia estava desanimado, havia perdido uma pequena contenda pessoal no fim de semana, então se limitou a julgar.
“Muito velho, nerd, tímido, disperso, bonzinho demais, tagarela, iludida...ninguém lá muito bem vestido, ou de crachá, nenhum deles é o entrevistador”. Pensou depois de uns 10 segundos.
A dinâmica deveria começar as 09:00hs.
- Até parece...E nem pra rolar umas bebidinhas melhores do que água pra gente!
Com 30 mins de atraso ele tinha deixado a mascara de lado, e soltado seu lado irônico, pronto a fazer gracinha para as duas garotas presentes, no caso para A garota presente, já que uma foi eliminada por estado civil. A Garota, loira, óculos, mais velha, alguma beleza, corpo ok, “obviously passed her prime”, mas ainda era a pessoa mais agradável de se conversar por alguns minutos.
- Ok vamos começar pessoal? Chega o puto da dinâmica
Tudo vai nos conformes, a maioria do tempo seria consumido por um teste idiota de raciocínio lógico “se alguém achar isso difícil não merece se considerar um ser humano” pensou após a primeira série de exercícios, até que o inesperado acontece, uma roçada braço com braço da loirinha...”será? na duvida não vou tirar meu braço” nem ela tirou...
Mas a máscara fez com que ele esquecesse tudo, por mais 2 horas, porem a informação continuou viva no seu inconsciente, tanto que após a dinâmica, sem saber explicar o motivo ele ficou esperando por ela na porta.
- “Oi!”
- “Oi! E ai como foi?” Ela pergunta.
- “Bem, mas nem to me importando, desisti da vaga, não é o que quero”
- “É, eles podiam divulgar o salário né??”
“Que idiota” ele pensou, mas mesmo assim ele continuou com ela até a saída do centro empresarial, durante todo o caminho esclarecendo futilidades, ela afirmando que ele tinha cara de baladeiro, dos que saiam de segunda a segunda, perto, mas ao mesmo tempo longe da verdade.
-“Bom, vou pegar o trem, até mais” ele se despediu.
- “Espera, vou passar perto da sua casa, se você quiser uma carona, meu carro ta no supermercado”.
-“Ok” algo mudou dentro dele nesse instante, por anos ele sempre quis fazer isso depois de uma dinâmica ou qualquer outra situação em que conhecesse uma garota. Por anos ele sempre havia aceitado ser um bom garoto, que perdia para um mau garoto, como havia sido nesse mesmo fim de semana.
Dessa vez ele não ia ser um bom garoto, nessa hora ele vestiu outra mascara.
-“Ai ta um tédio ficar em casa desempregada, nada acontece!!”
-“Entendo, já passei por isso, realmente da um desespero, parece à primeira semana de férias quando você ta trabalhando.”
-“Mas você vai ter que andar comigo até o caixa eletrônico, se importa?
- “Como vou me importar de andar com uma mulher linda como você?” julgando que ela gostava de elogios baratos.
Ela sorri.
Bingo.
-“Você também é bonitão, tem namorada?
-“Nemmm”
-“É, você tem cara de quem sai e beija umas 4 por noite”
- “Ahhh só de vez em quando hahaha, e você tem namorado?”
-“Não...err, que dizer, sou enrolada”
“Hora de contato físico”, ele pensou pegando no seu antebraço.
-“Aii, calma menino, eu sou enrolada e sou difícil, acabei de te conhecer!” disse ela com um sorriso que tirava toda a credibilidade de suas palavras.
-“Você acabou de me conhecer, mas eu sou legal. Você mesma disse que ta entediada, todos esses dias sem fazer nada de diferente...”
-“Então vai marketeiro, quero ver seu poder de argumentação (risos)”
(ela se dirige para pagar o estacionamento, os dois caminham para o carro)
-“Ah eu não quero te convencer de nada, são só os fatos que estão na nossa cara, os dois estamos entediados, eu te achei linda, você me achou bonito, acho que é natural aproveitarmos esse momento, nós dois só temos a ganhar”.
Já dirigindo
-“Você é louco, acabei de te conhecer!!”
-“E isso impede o que? Aposto que você já beijou alguns caras na balada que conhecia menos do que eu”
-“Não, eu não faço essas coisas!”
-“Umm...sei (risos)”
-“Tá bom, é verdade, mas você não ta entendendo, eu to machucada, desiludida, vocês homens são todos iguais mesmo...só querem beijar, nada de compromisso”
-“Ow Ow Ow, não me coloque junto com todos os homens, é a primeira vez que eu faço isso, e só porque me senti muito atraído por você, sua personalidade (Bullshit!). E outra, antes de tudo quero ser seu amigo, e vou te ligar para sair depois, nunca sabemos o que pode vir disso, só achei que se eu te beijasse hoje o processo seria muito mais agradável, e você poderia julgar melhor se quer sair comigo depois...” Ele não sabia que esse tipo de frase podia ser dita sóbrio, e fora de um ambiente escuro.
Já ela sorri, e olha para ele de uma forma que coloca em risco a vida dos dois, e de mais outros dois carros que passam do lado. Ele até achou que conseguiria uma “mão na perna” nesse momento, mas achou melhor arriscar a conquista do que a própria vida, então ficou quieto.
Depois de 10 minutos eles chegam ao destino.
-“Bom vou estacionar aqui, você já ta perto de casa”
-“Valeu, mas você não vai me deixar aqui sem nem um beijo né?”
O olhar dela indicava a vitória dele, mas mesmo assim ela recuou.
-“Não dá, ele mora por aqui...”
-“Quais as chances dele passar por aqui?”
-“Ah, sei lá, amigos, parentes, não posso! Me entende vai...”
- “Ta bom...bem de qualquer forma foi um prazer, beijos” Disse ele se despedindo.
-“Eiii espera, você não vai me deixar seu e-mail, telefone??”
-“Tó meu cartão...” (disfarçando sorriso)
E assim que ele virou de costas e saiu andando não havia mais motivos para disfarçar o sorriso, todas as caras preocupadas das pessoas que passavam eram uma grande piada.
Ele deixou para trás não apenas um cartão, e sim uma mulher (que na cabeça dele) que havia conquistado, não em uma balada, não em um ambiente propício, mas no estacionamento de um super-mercado.
Aquela mulher não tinha nenhum apelo ao que ele valorizava em uma mulher...ela provavelmente nunca explicaria a ele a dinâmica de uma cidade, os clássicos da literatura, correntes filosóficas, detalhes sobre arte...Ela não ganhava 10 vezes mais do que ele, nem tinha um cargo importante, apenas o atraia no nível mais profundo, um que ele mesmo tinha esquecido que possuía:
O X e o Y de sua constituição genética, e foi por esse motivo fisiológico e nada filosófico que se guiou, pensando que no fim é tudo que importa a elas, independente de titulo, salário, e bagagem.
Sentiu-se machista, mesmo não querendo ser, mas também não se importou com isso. Aquela atitude o recuperou de todas as derrotas que teve antes, toda inveja que tinha de caras com melhor aparência e melhores carros do que o dele, ele sentiu algo que talvez a maioria nunca viesse a descobrir.
Continuo sorrindo e apertou o play.
Escrito por Ben (o próprio) às 11h58
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Hoje eu acordei pensando que deveria escrever algo sobre o hedonismo moderno. “Whatafuck!! Do que vc ta falando muleque?”
Bem o hedonismo moderno é o que fode minha vida boa parte das vezes, mas explicando.
Um antropólogo chamado Campbell, em seu livro de estudos sobre o consumo “A ética Romântica e o espírito do consumismo moderno” (1987), ao mostra a passagem do hedonismo tradicional para o hedonismo moderno, day dream e seus efeitos na insaciabilidade humana. O hedonismo tradicional baseado em sensações tornava as pessoas dependentes de estimulantes externos para despertar suas sensações e conseqüentemente seus desejos por novas sensações, esse tipo de hedonismos tem como única ferramenta para a antecipação do prazer a memória, sendo assim se você nunca passou por uma situação, não tem como desejá-la. Já no hedonismo moderno a emoção toma o papel da sensação, e o hedonista pode mesmo sem nunca ter passado por uma determinada experiência, imaginar o quanto ela seria agradável, limitado apenas por sua imaginação. Já no day dream a diversão para quem passa por essa experiência é exatamente a existência de determinados limites da realidade, e a experimentação de toda a fantasia baseada nesses limites que se torna atraente por ser próxima da realidade, e teoricamente possível. Dadas essas premissas, Campbell afirma a característica dos produtos como detonadores de fantasias, e day dreams, uma pessoa visualiza diversos tipos de possibilidade de experiência no uso de um determinado produto, suas “significações associadas”. , sendo assim o consumidor não busca o produto em si, e sim o prazer mental proporcionado por esse.
O ponto é que essa porra não acontece apenas com produto, usamos situações, arte, e principalmente pessoas para dar asas ao nosso hedonismo moderno. Eu fui amaldiçoado com uma imaginação fértil então varias vezes conheço uma pessoa que eu considere interessante (em vários sentidos, não só no sexual/romântico), ser chamado para uma entrevista em um emprego legal, ter a possibilidade de uma balada, que eu já fico punhetando o meu hedonismo moderno sem pudor nenhum. Até ai tudo certo, o problema é quando esses sonhos não se concretizam, eu fico puto com uma pessoa/situação, que não tem nada a ver com o fim do meu day dream, e sei que não é só comigo que acontece isso.
Ai vai muito pensar sozinho para analisar racionalmente os fatos. Ontem foi um dia desses, perdido em casa no meio desse raciocínio, eu decidi colocá-lo em prática, saindo pra treinar, comer, beber, etc. Os resultados são sempre surpreendentes, ou seja, melhor deixar o day dream só para os produtos, quando eles são uma delicia e não te atrapalham.
Escrito por Ben (o próprio) às 22h58
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esse é novo:
Is this inspiration?
This bitter sweet taste of night conversations,
The “could be” kind o sensation, with the power of seeing beauty in bad rhymes
Fruit of the joyful nights spent awake? Or just the awake of long sleeping spirit parts?
Being inspiration, or turning in to frustration. It doesn’t matters when you just want the chance of keep dreaming awake of what you left in bed, or be sure to dream in bed the awakened hopes of another day.
Escrito por Ben (o próprio) às 23h20
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de 2007 tbm, julho provavelmente!
“Ciências do Consumo Aplicadas a Perfumes (e todo o mal estar decorrente)”
Recentemente fiz um curso em que tive que ficar isolado do mundo por uma semana, o que aparentemente não tem nada relacionado a perfumes ou a ciências do consumo, mas foi o evento que desencadeou tudo o que será narrado.
No meu retorno desse curso minha avó me presenteou com uma linda caixa verde como um sinal de boas vindas, afinal em quase todas as culturas é comum demonstrar sua satisfação e amor por uma pessoa presenteando-a através de bens materiais. O chamado “presente” tem esse fantástico poder de representar apreciação social e afetiva, demonstrando o esforço e consideração de alguém em dispor de tempo (e provavelmente dinheiro) para encontrar um objeto que ele julgue agradar o gosto do presenteado, o problema são os fatores envolvidos nesse julgamento.
Quem dá um presente não é um ser 100% racional, e muito menos vive em um vácuo cultural, sendo uma criatura complexa dotada de uma identidade própria (o que esse ser realmente é psicologicamente) e personalidade adquirida em seus contatos sociais impostos (como a época em que viveu) ou escolhidos (grupos que freqüentou). Não cabe aqui discutir a formação social e psicológica dessa criatura, então vamos tomar como dado que a combinação desses fatores levou a toda uma formação de seu lado “consciente” (aproximadamente 2% de sua capacidade mental) , e “subconsciente” (aproximadamente 98% de sua capacidade mental) através de valores, crenças, medos e experiências adquiridas. Esses dois lados em conjunto vão definir suas escolhas, conscientes ou não, para toda a sua vida, incluindo ai seu comportamento de consumo.
Após essa explicação de variáveis básicas ligadas ao comportamento de consumo, não é necessário dizer todo o tipo de expectativa social também cerca quem RECEBE o presente e sua responsabilidade ao abrir o embrulho. Afinal sua reação vai ter toda uma influencia no relacionamento futuro entre as partes envolvidas. Sendo minha avó me presenteando fui preenchido de felicidade e amor pela velha senhora, mas me preparei para o pior.
Abri o bonito embrulho, e lá encontrei toda a linha de perfumes “Sr N.” da Natura, e um bonito cartão (que eu sempre só percebo depois, sinal de péssimo trato social!) o que demonstra que minha avó acertou :
- No tipo de presente, sabe que eu gosto de perfumes
- Utilidade do presente, além do desodorante sabe que eu cultivo uma vaidade leve que se resume a fazer a barba, sendo uma loção “pós-barba” sempre útil
Infelizmente ela se esqueceu de que bens materiais, principalmente os ligados à estética, tem o poder de refletir a personalidade do usuário, o que os torna perigosos para serem dados como presente, e no caso ela usou a sua personalidade para escolher o perfume. Sendo ela uma pessoa tradicionalista, mas de gênio forte e extrovertida, isso foi refletido na escolha desse perfume, forte, adocicado, com notas de cedro e patchouli. O que não reflete a modernidade, maleabilidade e discrição que me são naturais, geralmente captadas por perfumes com notas de cabeça de bergamota, alecrim, etc (sempre bom ler a caixa dos perfumes, rótulos de vinho etc, te da um falso conhecimento fantástico!).
Mas bem, eu já havia me preparado, sendo fácil se concentrar na parte boa da experiência de deixar todos satisfeitos. Quanto aos perfumes, é feio falar que não abri as caixas dos perfumes por umas duas semanas, até que um dia dotado de curiosidade abri as caixas, e fiquei impressionado! Impressionado na verdade com o design das embalagens da Natura, realmente bonitas e davam vontade de usar os perfumes, mesmo que a conhecida fragrância ainda não me agradasse, prova definitiva do poder das embalagens.
Assim na minha curiosidade (e impulsividade), resolvi testar primeiro a loção pós-barba e depois usar um pouco do perfume (bem pouco), o que se refletiu em um leve desconforto, menos pelo cheiro e mais pela pouca quantidade que usei, o que me deixou com a sensação de não estar usando perfume. Já sendo um desconforto considerável avaliando a forma como eu fui socialmente construído para gostar de perfumes.
Assim o tempo passou e eu fui postergando a segunda tentativa...até hoje, a alguns minutos antes de começar esse texto. Saindo de casa mais cedo por causa do rodízio, dotado de pouco atividade mental ainda, eu resolvi “realmente” testar o perfume, usando-o na mesma quantidade que eu usaria qualquer um dos meus perfumes.
O resultado foi (esta sendo) lamentável, somente com bom humor para agüentar todo o caminho da Vila Olímpia até a Mooca (dados os 15c°) usando um perfume que não é meu, que na verdade NÃO SOU EU! A sensação deve ser a mesma de eu estar utilizando roupas de “cow-boy” , nada contra eles, mas com certeza os valores e práticas dessa subcultura não me representam, o que formaria uma imagem nada natural (mas possivelmente engraçada). Quero ver algum opositor das teorias de que bens materiais representam a personalidade do usuário passar por essa experiência.
Outro ponto importante é que eu não “desgosto” de perfumes fortes, especialmente desse, mas ele simplesmente não me representa, conheço uma pessoa que casa completamente com esse perfume, sendo agradável estar perto dele quando ele o está usando, simplesmente por ser algo natural.
Engraçado que quando criança eu já tinha ganhado (também da minha avó) esse perfume, mas na época eu GOSTAVA de usá-lo, isso quer dizer que a minha identidade ainda não estava formada, ou que o simples fato de usar um bem emblemático do mundo adulto (perfume) superava meu desgosto pelo aroma, ou as duas coisas juntas. O que pode explicar porque meu priminho de 14 anos usa um perfume da Mont Blanc, que tem como “target” executivos acima de 40 anos.
Definitivamente a antiga segmentação por “Sexo-renda-idade-estilo de vida” não é mais uma ferramenta confiável para saber quem esta comprando o seu produto, muito menos para saber quem está USANDO seu produto no caso de presentes dados pela avó.
Escrito por Ben (o próprio) às 17h02
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(de algum guardanapo!)
never drank alone
I had never drank alone, even if many times,
Alone
I had sat on a table
yet all those times, I was caught
talking to you,
whom I had loved, hated
or just asked why
I had never loved or hated
Escrito por b às 10h27
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(de 2007 ainda)
Criatividade! A grande “white-lie” da sociedade moderna, o equivalente ao “bonitinho” para se referir a qualidades mentais.
Afinal quando alguém é genial, extremamente inteligente, primeiro da classe, brilhante, e etc, é sempre comum afirmar que além de tudo isso essa pessoa é “criativa”, mesmo que por complemento.
E mesmo os menos providos de atributos mentais SE DIZEM criativos quando precisam (ou querem) falar bem de si mesmas, afinal como definir o que é criativo? É como definir o que é “bonitinho” e “gente boa”. Pior, como desmentir alguém que se diz criativo?
E a merda prossegue de tal forma que fica cada vez mais difícil definir o que é ao certo criatividade. Devo admitir que eu mesmo faço isso, já perdi a conta das dinâmicas de grupo em que eu usei o “criativo” como exemplo de “característica positiva” ( e perfeccionista para negativa mas isso é outro texto já) , o ponto é que eu não sou criativo!
Criativo para mim é alguém que consegue ser inovador, criar algo do limbo, não alguém como eu que no máximo copia adapta idéias alheias com maior ou menos perfeição.
É isso ai, vomitei agora,
ALELUIA!
Escrito por b às 10h22
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Espero chuva de textos agora, é manos me deu vontade de ligar essa p@#$ de novo, colocar uns textos antigos não publicados, digitar uns guardanapos (que estejam em condições), e sentar o dedo em alguns textos novos.
Bota na conta do papa, e vamos ver o quanto dura essa emporrgação.
Escrito por b às 10h22
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Tudo o que foi escrito sob revisão...novos textos em breve.
Escrito por b às 21h44
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é...deixa esse texto pra lá.
Escrito por b às 23h14
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Fake Blond Hair
so...FAKE!
fake to me now
your fake blond hair, felt it in the air, you awakened me now.
so…CLOSE! That cheap perfume… got trough the room,
this fucking bate has just the scent,
it got me now!
It…SHINED, shined in the air!
That black stripe blew your disguise was fake blond hair!
the…WAY!
the way I like, the awfully bright, the vulgar kind of fake blond hair!
The LOOK!
you gave me now, its obviously fake, but I don’t regret,
fakeness it’s just the ground to tease me now!
I HOLD!
hold to my drink, another sip, whisper in your ears, no time to think!
just COME!
come to my room! And show me the light of my demise,
so we can fake we like each other…
NOW!
Escrito por b às 23h42
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Eu sou um leão, louco, doente, solitário e intoxicado que conseqüentemente só consegue se alimentar das gazelas mais fracas e doentes. Caçar é uma aposta. Apostas são para jogadores.
Eu sou um jogador, tão compulsivo que mesmo ganhando bem menos do que perco continuo apostando. Só o pensamento das roletas girando e do que eu poderia ganhar tira meu sono e faz todas as tentativas valerem a pena. Porque em uma jogada de sorte eu fujo daqui! Por mais ou menos tempo, só depende do premio, e dependendo do premio eu compro meu corpo.
Eu sou uma prostituta que vendeu o corpo para sustentar a alma. Que vendeu a alma para comprar o sonho, prestes a vender o sonho para comprar o corpo.
Puta de merda, leão doente!
Escrito por b às 22h29
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O amor não tem nada diferente do sistema de transportes. Não do sistema de transportes industrial, fretes, containeres, trem e etc, e sim do transporte que eu, você , seus amiguinhos e sua mina utilizamos diariamente pra fazer sabe-se lá o que.
E é exatamente por isso que eu não namoro. Namorar é como comprar um carro, possibilidades infinitas, diversão a qualquer hora! Liberdade para se divertir sem ter que se preocupar com chuva, frio, esperar ônibus, e com distância. Distâncias não importam quando você tem um carro! Dependendo do quanto você gosta de dirigir pode ser um fator a mais na diversão.
E o que falar da emoção de comprar um carro novo? Cheiro de novo, tudo funcionando perfeitamente, vontade de dirigir sem parar, de mostrar para todo mundo sua nova aquisição, seu novo status... Mesmo sabendo que na realidade a maioria das pessoas pensa "idiota, só porque está com um carrinho novo vai ficar se exibindo", mas isso não importa para o novo proprietário “É tudo inveja, provavelmente vão falar mal do modelo do meu carro, mas se eu gostei é isso que importa. EU estou de carro novo!”. Divertido é ver o carro novo ficando velho... Mecânica com problemas, gasolina, seguro e estacionamento sempre deixam margem para pensar o que você poderia estar fazendo com o dinheiro... Problemas da rotina como trânsito, pneus furados, trocas de óleo e revisões deixam margem para você pensar o que poderia estar fazendo com seu tempo. E quanto mais velho o carro fica, maiores esses problemas, os custos ficam maiores e a diversão menor.
Todo esse tempo perdido faz com que um dia no meio de um barulho insuportável de buzinas você questione aquela "liberdade da rotina" citada anteriormente. E não da nem pra parar de pagar o seguro, porque por mais que seu carro esteja um lixo ainda vai ter algum idiota querendo roubar, mesmo que seja pra levar para um desmanche. O que resta? A segurança, de que vai ter o carango toda vez que precisar, em um dia normal ou emergência, e de que vez ou outra pode fazer uma viagenzinha divertida e relembrar a "liberdade". Vivendo assim, guardando um dinheirinho pra manutenção (afinal é sempre bom dar um “tapa" no carango pra melhorar a rotina), mas no fundo sempre esperando conseguir um carro novo. Não gosto desse esquema. Sou um cara do transporte publico, com orgulho! Busão, metrô, e de vez em quando avião, essa é a minha praia. Ônibus seria equivalente aquele a ficar com alguém em uma baladinha padrão... Tem que esperar um pouco, conhecer onde você está, pra onde quer ir e selecionar as linhas disponíveis. Às vezes você espera bastante, às vezes vem rápido, às vezes nem vem, e você acaba tendo que ir a pé. Não da para escolher o caminho, mas também não precisa dirigir ou prestar atenção no trânsito.Falando em trânsito, você pode pegar um pouco estando de ônibus, mas se for mais do que você puder tolerar sempre se pode descer no próximo ponto ir a pé, ou escolher outra linha. O metro se parece com ônibus, só que mais rápido, vem com certeza e dá para pegar quantos quiser pelo mesmo preço. Desvantagens? Destinos limitados!
Pode ser que não tenha nenhum pra onde você realmente quer ir, mas da para baldear o bastante pra ficar bem próximo. Por isso considero os metros como micaretas, festas de peão e carnaval... as opções de minas e o conhecimento que vai obter delas é bem limitado, mas e as baldeações? Aviões, aviões, aviões... chegue rápido aonde você quiser, não se preocupe com nada. Serviço de bordo e atendimento proporcionais ao quanto você estiver disposto a pagar.Lindo não?
Com o que poderíamos comparar esse fantástico meio de transporte? Obviamente isso parece "serviço profissional", pagou levou! Quer um serviço, melhor, pior, quanto você pode pagar?
Eu pessoalmente acho isso justo, no caso de um mercado regulamentado e seguro para ambas as partes (afinal em toda relação comercial, devem existir interesse e ganhos reais para as duas partes), mas mesmo assim ainda existe o problema de ficar gastando dinheiro toda hora para fugir da rotina, o que pode gerar uma fuga da realidade! De qualquer forma ainda pode ser melhor do que trocar pneus, se você não gosta mais do carro.
Escrito por b às 22h51
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